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Hospitais paulistas investem R$ 2 milhões em robôs

por Saúde Business Web*

27/01/2010

Hospital Sírio Libanês, responsável pelo treinamento para cirurgia robótica na América Latina, foi o primeiro a adotar a tecnologia

Há menos de dois anos, os hospitais Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês (HSL), Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Samaritano, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa - todos de São Paulo - adotaram um robô batizado de Da Vinci, da americana Intuitive Surgical.

Dotado de quatro ou cinco braços, duas câmeras para visão tridimensional dos órgãos e outros apetrechos, o robô é operado à distância por um computador, pelo qual o cirurgião vê as imagens amplificadas do órgão operado e simula, com uma espécie de luva, os movimentos que serão reproduzidos pelo robô. O equipamento é usado para laparoscopias, tratamento de tumores de próstata, cirurgias de redução de estômago, entre outras.

O Hospital Sírio Libanês, responsável pelo treinamento de médicos para cirurgia robótica na América Latina, foi o primeiro a adotar a tecnologia. O urologista Anuar Mitre, do Núcleo de Urologia do HSL, já realizou mais de 200 intervenções com o robô.

Miguel Cendoroglo Neto, diretor médico do Hospital Israelita Albert Einstein, observa que o tremor das mãos não é reproduzido pelo equipamento e a "mão" do robô gira 7 graus a mais que a mão humana, o que facilita a realização de alguns movimentos. O resultado é cirurgias menos invasivas e recuperação mais rápida. Em 2009, o hospital realizou mais de 200 cirurgias robóticas. O plano é adquirir outro robô até 2011.

O custo da cirurgia robótica é em torno de R$ 25 mil, enquanto uma intervenção convencional custa R$ 14 mil. Para os hospitais, o gasto com o equipamento também é elevado: cada robô custa US$ 2 milhões. Recentemente, o Sistema Único de Saúde anunciou a implantação da cirurgia robótica em hospitais públicos a partir deste semestre. O primeiro contemplado será o Hospital do Câncer de São Paulo, ligado à USP.

Nos hospitais Beneficência Portuguesa e Oswaldo Cruz, os exames de detecção de tumores e ressonâncias de cérebro são feitos com a tomografia por emissão de pósitrons (PET). O aparelho faz duas leituras: uma tomografia computadorizada que exibe imagens de tumores e outra que registra, por meio de cores, as atividades metabólicas do organismo.

*Com informações do Valor Econômico


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Referência: http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=64781

 


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